Insaciável
- Dots Contos
- 21 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Foi como ele me descreveu:
disse que não sou mulher para um homem só,
porque nenhum seria capaz de me saciar.
E, nesse final de semana, eu estava em chamas.
Não conseguia controlar.
Queria sentir o cheiro de testosterona
e o sabor de uma rola.
Chamei o grandão para me fazer uma visita.
Precisava montar naquela rola
e cavalgar no meu ritmo até gozar.
Com ele eu comando,
é do meu jeito e quando eu quero.
Ele chegou,
e eu nem deixei ele falar.
Enchi sua boca com a minha língua.
Mas, dessa vez, foi diferente:
foi devagar, foi calmo.
Senti cada centímetro de pau deslizando dentro de mim,
a respiração no meu ouvido, o beijo molhado.
Eu queria sentir tudo.
Queria saborear os sentidos:
cheiro, sabor, toque, a respiração, nossos corpos.
A casa estava apagada, com incensos e velas.
Tocava minha playlist mais excitante.
Tudo para mim,
para ser como eu gosto.
E assim usamos todos os cômodos da casa.
Passamos uma noite deliciosa,
cheia de orgasmos e boa conversa.
Pela manhã, ele foi embora.
E eu fiquei ali,
satisfeita...
Não!
Precisava de mais.
Faltava alguma coisa.
Minha buceta inchada,
farta daquela rola gigante.
Eu queria mais!
Queria tapa na cara.
Queria ele...
Lixo!
Minha droga.
Seu corpo,
seu cheiro,
e seu desprezo por mim.
Filho da puta!
Me mandou mensagem no meio da noite.
E eu fiquei imaginando ele ali,
me assistindo.
Mais uma vez, me rendi a esse filho da puta.
Mandei uma mensagem aleatória,
e ele respondeu:
“Me chupa!
Só me chupa, não vou te foder.”
Filho da puta!
Eu nem conseguia trepar,
mas eu queria o gosto dele.
Queria seu corpo,
seu cheiro, sua saliva,
seu gozo.
Respondi: “Vem.”
Ele estava vindo.
Meu corpo tremia,
como o corpo de uma viciada.
Ele entra, e eu vou atrás,
fitando seu corpo,
cada tatuagem.
Beijo sua boca.
Ele me põe de joelhos,
com aquela risada de lado,
me chamando de vagabunda,
de puta desgraçada.
Ele sabia do outro que acabava de sair,
e isso o excitava.
Ele bate na minha cara,
e eu salivo.
Perdi a noção do tempo,
esqueci o mundo.
Entorpecida,
entregue.
Me lambuzei, e te lambuzei todo.
Lambi cada milímetro da sua virilha.
Mordi suas coxas,
arranhei sua barriga,
e te engolia.
Ver ele se contorcendo,
sua rola com as veias pulsando,
seu tesão em mim...
Minha buceta doía e babava.
Filho da puta,
prendia o gozo,
me castigava,
me privando do seu leite.
Filho da puta!
Me batia com a rola na cara,
me chamava de vadia.
Metia na minha garganta,
pressionando minha cabeça,
me deixando sufocar.
Canalha, canalha...
Como você é gostoso!
Me lambuza com sua porra.
Quero cada gota.
Ele me faz implorar.
Quero seu uivo, te ver gozando.
Quero seu tesão em mim.
Ele explode!
Seu gozo é minha perdição.
Filho da puta!
Seu pau continua duro,
mesmo depois de lambuzar minha cara toda.
E assim ele vai embora,
mas não me fode.
Não precisa.
Minha satisfação é saber
que ele vai voltar.

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